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RDS Iratapuru a primeira Unidade de Conservação de Gestão Estadual do Brasil a receber Certificação da UICN

  • Foto do escritor: Secretaria Executiva RDSI
    Secretaria Executiva RDSI
  • há 2 dias
  • 4 min de leitura

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru, situada em Laranjal do Jari, Amapá, alcançou um marco histórico para a conservação ambiental no Brasil. Ela se tornou a primeira unidade de conservação de gestão estadual do país a conquistar a certificação da Lista Verde da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Esse reconhecimento internacional destaca a excelência na gestão, governança participativa, proteção da biodiversidade e geração de benefícios para as comunidades locais.


O que significa a certificação da Lista Verde da UICN


A Lista Verde da UICN reconhece áreas protegidas que mantêm elevados padrões de gestão eficaz e sustentável. Para receber essa certificação, a unidade deve demonstrar:


  • Governança participativa, envolvendo comunidades locais e diversos atores

  • Conservação efetiva da biodiversidade e dos ecossistemas

  • Benefícios sociais e econômicos para as populações tradicionais e residentes

  • Transparência e cumprimento de critérios rigorosos de gestão ambiental


Essa certificação é um selo de qualidade que reforça o compromisso da RDS Rio Iratapuru com a conservação e o desenvolvimento sustentável.


A importância da RDS Rio Iratapuru para o Amapá e o Brasil


Localizada em uma região rica em biodiversidade, a RDS Rio Iratapuru é um exemplo de como a gestão estadual pode ser eficiente e alinhada com os princípios internacionais de conservação. A reserva abriga comunidades tradicionais em seu entorno que vivem em harmonia com a floresta, utilizando seus recursos de forma sustentável.


A certificação da Lista Verde valoriza o papel dessas comunidades na proteção do território, reconhecendo sua contribuição para a manutenção dos serviços ambientais e para o fortalecimento da economia local baseada em práticas sustentáveis.


O processo coletivo por trás da certificação


A conquista da certificação foi resultado de um esforço conjunto entre:


  • Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amapá (Sema)

  • Comunidades da RDS Rio Iratapuru

  • Organizações parceiras como Comaru e Bio-Rio

  • Instituições públicas e privadas que apoiaram o processo


Esse trabalho coletivo envolveu o atendimento a critérios rigorosos da UICN, que exigem transparência, participação social e resultados concretos na conservação da natureza.


Compartilhando experiências no SAPIS e ELAPIS


A certificação foi celebrada durante o SAPIS (Seminário de Áreas Protegidas e Povos Indígenas e Tradicionais) e o ELAPIS (Encontro Latino-Americano de Áreas Protegidas e Povos Indígenas e Tradicionais), eventos realizados na Universidade de Brasília de 18 a 22 de maio de 2026. Esses encontros são espaços importantes para o diálogo entre gestores, pesquisadores, representantes da sociedade civil e lideranças comunitárias.

Foto: Organização do evento
Foto: Organização do evento

Durante as atividades, Cleiciane Marques, analista executiva do Fundo Iratapuru, compartilhou de maneira detalhada a experiência do fundo como um exemplo notável de gestão participativa e construção coletiva. Essa abordagem não apenas envolve a comunidade local, mas também promove um engajamento ativo de diversos stakeholders, criando um ambiente propício para a colaboração e a troca de ideias. Cleiciane destacou como o Fundo Iratapuru tem implementado práticas que valorizam a participação da população, permitindo que vozes diversas sejam ouvidas e consideradas nas decisões que impactam diretamente suas vidas e o meio ambiente.

Foto: Organização do evento
Foto: Organização do evento

Houve uma troca significativa de conhecimentos com outras unidades certificadas, como a Reserva Extrativista de Soure, localizada no estado do Pará, e o Parque Nacional do Iguaçu, famoso por suas impressionantes cataratas e rica biodiversidade. Essa interação foi fundamental para fortalecer a cooperação regional em prol da conservação, permitindo que as experiências e os

desafios enfrentados por cada unidade fossem discutidos abertamente. A troca de saberes entre as diferentes instituições não apenas enriqueceu o entendimento sobre práticas de gestão sustentável, mas também fomentou o desenvolvimento de estratégias conjuntas que podem ser aplicadas em diferentes contextos.

Foto: Organização do evento
Foto: Organização do evento

Além disso, a presença de Euryandro Costa, representando a Secretaria de Meio Ambiente (Sema), e Sandra Viana, representando a cooperativa comaru, foi essencial para o sucesso das atividades. Euryandro trouxe à tona a importância das políticas públicas e do suporte governamental para iniciativas de conservação, enfatizando como a colaboração entre o setor público e as comunidades locais é vital para o sucesso de projetos ambientais. Por sua vez, Sandra Viana compartilhou experiências práticas da cooperativa, destacando o papel das associações comunitárias na promoção de práticas sustentáveis e na geração de renda, mostrando que a conservação ambiental pode caminhar lado a lado com o desenvolvimento econômico local. Essas interações e colaborações não apenas reforçam a importância da gestão participativa, mas também estabelecem um modelo que pode ser replicado em outras regiões, promovendo um futuro mais sustentável e equilibrado para todos os envolvidos.



O papel das comunidades tradicionais na conservação


As comunidades tradicionais da RDS Rio Iratapuru desempenham um papel fundamental na proteção do território. Elas combinam saberes ancestrais com práticas sustentáveis para garantir a preservação dos recursos naturais e o desenvolvimento local.


Essa participação ativa é um dos pilares que sustentam a certificação da Lista Verde, mostrando que a conservação ambiental pode andar lado a lado com a valorização cultural e o bem-estar das populações locais.


Benefícios da certificação para a região


Com a certificação da UICN, a RDS Rio Iratapuru ganha maior visibilidade nacional e internacional, o que pode atrair investimentos e parcerias para fortalecer ainda mais a gestão da unidade. Além disso, o reconhecimento ajuda a:


  • Promover o turismo sustentável

  • Incentivar a pesquisa científica

  • Fortalecer políticas públicas ambientais

  • Garantir a continuidade das atividades das comunidades tradicionais


Esses benefícios contribuem para a conservação da floresta e para a melhoria da qualidade de vida das pessoas que vivem na reserva.


Próximos passos para a conservação no Amapá


A certificação da RDS Rio Iratapuru abre caminho para que outras unidades de conservação estaduais busquem esse reconhecimento. O processo serve como inspiração para a ampliação da proteção ambiental no Amapá e no Brasil.


O fortalecimento da governança, o engajamento das comunidades e o cumprimento dos padrões da UICN são estratégias essenciais para garantir a sustentabilidade das áreas protegidas no futuro.


Publicação: Cleiciane Marques - Analista executiva do Fundo Iratapuru


 
 
 

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