PROJETO ÁRVORES GIGANTES

No intuito de contribuir para o Turismo Ecológico, Conservação do Banco Genético e execução de plano de manejo da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru, O Projeto Árvores Gigantes coordenado pelo pesquisador do IFAP, Campus Laranjal do Jari, foi aprovado pelo Fundo Iratapuru e tem como objetivo de realizar o mapeamento e georreferenciamento dessas árvores na RDS.

Esta pesquisa representa um desdobramento da expedição realizada por um grupo multiprofissional de pesquisadores oriundos de diversas instituições de ensino e pesquisa do Brasil e exterior que adentrou na Floresta Estadual do Paru, região do Médio Jari, com objetivo de identificação de um santuário de angelins gigantes, as maiores já identificada na Amazônia Legal.

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O projeto, que deu início a expedição, foi resultado de uma ação coordenada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), financiado pelo Fundo Amazônia, cujo objetivo inicial foi criar um mapa de biomassa florestal na Amazônia Legal.

O projeto atual pertence a um grupo interinstitucional formado por pesquisadores das instituições do Ifap, Ifam, Unifap, Embrapa, Ueap e UFVJM, coordenado pelo pesquisador do Ifap Doutor em Engenharia Florestal Diego Armando Silva da Silva.

Ao decorrer do ano os jovens, mulheres e idosos irão ser inseridos na implementação do projeto na participação da expedição e nas capacitações por meio de cursos e oficinas de manejo sustentável e de conservação do patrimônio genético para 20 famílias na Comunidade São Francisco do Iratapuru situada no entorno da RDS do Rio Iratapuru, no Município de Laranjal do Jari.

O projeto “Árvores Gigantes Na Reserva De Desenvolvimento Sustentável Do Rio Iratapuru Na Amazônia Legal (Amapá, Brasil)” visa também preencher uma significativa lacuna científica em relação ao mapeamento das árvores gigantes, através de geoprocessamento, porém ainda poderá contribuir para entender o próprio funcionamento da floresta, o desenvolvimento dessa flora, a relação com a fauna local e em uma escala muito maior compreender esse ecossistema em sua totalidade.

     O projeto aprovado representa, além do desdobramento da expedição das árvores gigantes, uma interação entre as comunidades científica e as locais em busca do desenvolvimento da região, pois além de aprofundar o estudo sobre as gigantes da Amazônia, o projeto também deve potencializar o uso sustentável dos recursos naturais irá capacitar as comunidades locais, aprimorando práticas como o extrativismo, o turismo ecológico, o cooperativismo e a produção artesanal de quem mora na região da RDS.

Dr. Diego Armando